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Quem sou eu

rio de janeiro, RJ, Brazil
Sou geminiana. Do terceiro decanato.Nasci apressada, adiantada no mes e na hora. Dei trabalho, era levada. Brincava e brigava! Muito alegre, sempre feliz. Poucas vezes zangada, mas, quando zangava... Até hoje sou assim. E lá se vão sessenta e cinco anos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

INCRÍVEL E VERDADEIRA

       Ontem , levei minha filha ao meu clínico geral por conta de uma dor abdominal e, como faz parte do diagnóstico diferencial, falamos de verminoses. E ele nos contou uma história realmente ótima e quero compartilhar com voces, porque rimos muito.
       Primeiramente , é lógico que ele consultou minha filha e examinou dos pés à cabeça(ele é médico "da antiga"). Depois tocamos no assunto atual, a contaminação dos alimentos pela mutação da  bactéria ESCHERICHIA COLI, que está fazendo vítimas na Europa. Comentamos que lá e nos Estados Unidos, não se faz exame de fezes, porque não existe verminose, pois o saneamento é nota dez. E, como dizia um professor dele: "SÓ TEM VERMINOSE QUEM COME CÔCÔ OU PISA DESCALÇO NO MESMO". E contou a história, ocorrida na década de 90:
      Uma senhora carioca , estava passando férias em Richmond,EEUU, na casa de uma irmã e, num determinado dia, ao evacuar, notou que havia uns bichinhos compridos, finos e esbranquiçados em suas fezes e eram parecidos com minhoca. Nunca havia visto aquilo, colocou o dito num vidrinho e foi, apavorada, ao médico. Este, olhou o vidrinho (com o-a bichinho-a, olhou para ela e disse-Não , minha senhora, isto não pode ter saido da senhora, não!  Deve ter vindo da terra, de outro lugar, da água. E ela dizendo que sim, que tinha visto, patati, patatá. E que não tinha nenhum sintoma. Mais certeza tinha o médico que não tinha saido dela. Então, ele resolveu que ia mandar o dito para o laboratório, para exame, e depois entraria em contato com ela.
      Uns dias depois, ela recebeu um recado para ir ao consultorio do médico. Foi!  Lá chegando, ele já foi entregando um laudo de duas páginas expedido pela Universidade de Richmond, e falou, muito sério: -Olha , minha senhora. O laboratório da cidade não conseguiu identificar o espécime e enviou para a Universidade. e o laudo está ai. E a senhora tem que fazer urgente um Rx  de tórax.  E ela:- Mas doutor, não sinto nada. Porque o Rx? 
     E começou a ler o laudo (que mais parecia uma lauda) e só entendeu o final da segunda página, que dizia, na conclusão: que o espécime era um ASCARIS LUMBRICOIDES, genero feminino.
     Isso mesmo! A nossa LOMBRIGA!!
     E o médico respondeu :-Porque esse verme anda pelo corpo todo e se aloja  no pulmão.
 E ela protestando,  porque não sentia nada. e ele insistindo e dizendo ser urgente o Rx . Voltou para casa nervosa, ligou para o marido , que era comandante de uma empresa aérea , e disse que queria voltar o quanto antes ao Brasil, por causa disso e daquilo.
  Retornou no mesmo dia e, no dia seguinte, nem bem chegou e já foi para o consultório do meu amigo. Já foi entrando e dizendo esbaforida que precisava fazer um Rx de tórax. Ele , pacientemente, perguntou a ela o porque. E ela contou a história novamente. Então, ele explicou que o bichinho não andava pelo corpo, que o que ocorria era uma reação tipo alérgica, e que acometia o pulmão, e  que ela, além de não sentir nada, o exame físico era normal. O que tinha a fazer era trata-la. Foi assim feito e a paciente ficou curada. È lógico que com as recomendações higienicas necessarias.
   Vejam só que confusão. A senhora interrompeu as suas férias e os médicos americanos e o laboratório de análises clinicas não conheciam o vermezinho, tão falado nas bandas de cá!

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